Nos ambientes urbanos, a presença de árvores próximas às residências é percebida como um valor agregado. Elas não apenas fornecem sombra, melhoram a qualidade do ar e contribuem para o bem-estar geral dos moradores, como também podem aumentar o apelo e o valor estético de um imóvel. No entanto, por trás desses benefícios visíveis, é preciso considerar um aspecto fundamental: as raízes das árvores podem afetar de forma significativa a estabilidade de edifícios residenciais.
Isso se torna especialmente relevante em áreas onde os solos são argilosos ou apresentam alta sensibilidade às variações de umidade. Nesses contextos, as raízes podem interagir com o terreno de maneira agressiva, ressecando-o em excesso ou deslocando-o, o que gera movimentos do solo que acabam afetando as fundações das edificações.
Além disso, quando não há um controle adequado da vegetação próxima aos edifícios residenciais, as árvores podem crescer sem restrições, com sistemas radiculares que se estendem por muitos metros em busca de água e nutrientes, atravessando estruturas enterradas como muros, sapatas ou redes de saneamento.

Consequências da presença de árvores em edifícios residenciais
A proximidade de árvores a edifícios residenciais pode acarretar uma série de consequências negativas, tanto em nível estrutural quanto funcional. A seguir, resumem-se os efeitos mais comuns:
• Aparecimento de fissuras:
As raízes podem ressecar o solo e provocar movimentos que geram fissuras em paredes, divisórias e fachadas.
• Recalques diferenciais:
Quando o solo cede de forma desigual devido à ação das raízes, uma parte do edifício pode afundar mais do que outra.
• Elevação de pavimentos:
Raízes que crescem sob lajes ou calçadas podem causar deformações ou fraturas nessas superfícies.
• Invasão de redes subterrâneas:
As raízes podem penetrar em tubulações de água ou esgoto, causando entupimentos, rupturas e problemas de umidade.
• Perda de estabilidade estrutural:
Em casos extremos, a alteração do terreno pode comprometer a fundação e a segurança do edifício.
• Altos custos de reparação:
Todos esses problemas podem exigir intervenções técnicas dispendiosas, como reforço de fundações ou reconstruções parciais.

Soluções e medidas preventivas para evitar problemas com as raízes das árvores
Felizmente, existem estratégias e soluções eficazes para evitar que as raízes afetem os edifícios residenciais. Essas medidas podem ser aplicadas tanto na fase de projeto quanto em construções já existentes:
• Escolher espécies adequadas:
Optar por árvores com raízes menos agressivas e crescimento controlado.
• Manter uma distância de segurança:
Plantar árvores a uma distância mínima recomendada (normalmente entre 5 e 10 metros) das fundações.
• Instalar barreiras anti-raízes:
Colocar elementos subterrâneos que desviem ou limitem o crescimento das raízes para áreas não problemáticas.
• Realizar podas e manutenção periódica:
Controlar o tamanho da árvore e a extensão do seu sistema radicular por meio de intervenções regulares.
• Inspecionar o terreno:
Realizar estudos geotécnicos ou varreduras de raízes para conhecer o estado do subsolo e antecipar riscos.
• Aplicar soluções técnicas em casos graves:
Se já existirem danos, é possível recorrer a técnicas não invasivas, como as oferecidas pela GeoNovatek (reforço de fundações com micropilotes ou resinas expansivas), para estabilizar o edifício sem demolições.
• Coordenar-se com especialistas:
Incluir arquitetos, paisagistas e engenheiros no projeto e na manutenção dos espaços ajardinados próximos às edificações.
A convivência entre natureza e arquitetura não é apenas possível, mas desejável. No entanto, ela exige planejamento e monitoramento. Compreender como as raízes das árvores afetam as fundações de uma residência permite antecipar problemas dispendiosos e preservar a segurança estrutural. Com medidas preventivas e assessoria adequada, é possível desfrutar de ambientes verdes sem colocar em risco a estabilidade dos edifícios residenciais.